sábado, 23 de agosto de 2014

Inclusão Digital e a democratização das tecnologias.



      O Brasil encontra serias dificuldades quando se fala de acessibilidade a internet, isso ocorre por vários motivos, entre eles podemos destacar o fator extensão territorial do pais e o fator econômico da população, já que grande parte é de baixa renda.
Porem, incluir uma pessoa digitalmente não é apenas "alfabetizá-la" em informática, mas sim utilizar esse conhecimento adquirido para mudar o pensamento e a atitude desse indivíduo dentro da sociedade. “Apenas colocar um computador na mão das pessoas ou vende–lo a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital”.

     Em 2005, foi implementado pelo Governo Federal um projeto de inclusão digital: Computador para todos. Esse projeto é direcionado a classe mais baixa e permite a oferta de computador e acesso à Internet a preços baixos. O equipamento deve utilizar obrigatoriamente software livre, esse tipo de software permiti a liberdade social, e da capacidade ao usuário cooperar ativamente com todos os outros usuários e desenvolvedores que eles escolherem.

       O Governo Federal executa e apóia ações de inclusão digital por meio de diversos programas e órgãos.
Um desses programas é:
Programa Casa Brasil: apoiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, Instituto Nacional de TI, Mininstério do Planejamento, Ministério das Comunicações, Ministério da Cultura, Ministério da Educação, Secom, Petrobras, Eletrobrás/Eletronorte, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – esse projeto visa a implantação de espaços multifuncionais de conhecimento e cidadania em comunidades de baixo desenvolvimento, e conta com a ajuda de instituições locais. Com a implantação desse espaço nas comunidades carentes o governo espera que essas pessoas possam ter mais acesso a cultura, arte, entreterimento, articulação comunitária e participação popular, segundo o Portal do Governo do Brasil.

  • Minha visão a respeito desses programas:

           Propiciar um ambiente favorável à formação de consciência de um povo é papel crucial do governo. Uma das maneiras de formar é por meio da informação, principalmente no século XXI, que tem como principal característica o convívio direto com o fenômeno de estreitamento de relações de todas as partes do mundo, que se deve à terceira revolução industrial. No Brasil, o governo federal, no ano de 2003, criou um projeto de inclusão digital nomeado como Projeto Casa Brasil. Projeto este que visa a criação de unidades onde cidadãos de regiões periféricas e pouco desenvolvidas no país possam ter acesso à informatização, à qualificação de mão de obra e à expansão cultural. As unidades estariam estruturadas com telecentros, salas de leitura, laboratórios, auditórios e oficinas para a divulgação da ciência, do rádio e da tecnologia.
O projeto em sua natureza teórica é benéfico, pois propicia o desenvolvimento local seja econômico (por qualificar a mão de obra), seja cultural. Todavia na realidade prática, ele encontra alguns obstáculos que precisam ser superados. A primeira dificuldade é a realidade heterogênea do país, afinal, para que exista a implementação da informática é necessário que exista uma cultura local abtuada com certo grau de tecnologia. Isso, infelizmente, não se encontra em alguns lugares do Brasil. As regiões Norte e Nordeste do Brasil ainda têm precariedades em pontos mais básicos da dita sociedade moderna, que impedem gravemente o êxito da realização dos objetivos do projeto. Além do fato de que no edital do projeto não se encontra brechas para adequações  entre o que fora proposto e o contexto local. Adotar sempre as mesmas ferramentas e técnicas para diferentes realidades não é uma estratégia inteligente. O projeto poderia se expandir para outras dimensões de formação; não ficando somente nos conhecimentos de informática, visto que o princípio motor de toda a elaboração do Projeto Casa Brasil foi a formação do povo para a profissionalização e diminuição da desigualdade social. Nas unidades poderia haver outras oficinas como, por exemplo,  de costura, mecânica etc; e gradualmente se implantaria o acesso à informatização, respeitando assim o tempo e cultura do povo e nunca se esquecendo do estopo principal: o desenvolvimento.
       No entanto, nada disso retira o mérito do Governo Federal.  Pois é louvável que projetos com tal caráter sejam criados. Deficiências e precariedades fazem parte do processo evolutivo de medidas, que propiciam a sua otimização e eficácia. A desigualdade é uma realidade que ocorre a sociedade brasileira, e  é por meio de iniciativas sociais que é possível reverter o quadro presente. Ainda é essencial frisar que estagnar somente nesses projetos é insuficiente, o incetivo e o investimentos diretamente no sistema educacional ainda devem ser a prioridade. A ação conjunta visando os dois pontos, educação e projetos sociais, por parte do estado é importantíssima. Ideias como o Projeto Casa Brasil têm grande impacto e é bom que continuem realizando o auxílio junto às comunidades carentes. Para que um dia o Brasil cumpra e viva realmente o  slogan do governo brasileiro: País pobre é país sem pobreza.

Referencias:

Mais Governo Mais Cidadania. Disponível em: <http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/inclusao-digital>. Acessado em 23 de agosto de 2014.

Caminhos para a inclusão digital. Disponivel em: <http://caminhoinclusaodigital.wikidot.com/projetos-de-inclusao-digital>. Acessado em 28 de agosto de 2014

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